NOTAS
Livro: Os Carneiro de Mendonça - Em 1920 iniciou carreira jornalística, escrevendo uma coluna diária para o Jornal do Brasil e sob o psudônimo de Baby-Flirt, poesia para as publicações Revista da Semana, O Galo e Fon-Fon. Escreveu, produziu e apresentou nas rádios Nacional, Sociedade e Jornal do Brasil o programa Quartos de Hora Literária. Foi funcionária de carreira do Ministério da Educação e Cultura. Participou ativamente do Movimento Feminista, em favor da emancipação política e social da mulher, dedicou-se ao assistencialismo junto às Damas da Cruz Verde, aparecendo como uma das lideranças que criaram a maternidade Pro-Matre, do Rio de Janeiro. Integrou o quadro da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, da qual foi vice-presidente na década de 1930, junto com Bertha Lutz, e trabalhando ativamente junto às organizações Cruz Vermelha, Cruzada Nacional Contra a Tuberculose, Beneficência dos Lázaros e Liga dos Cegos do Brasil. Em 1931 foi nomeada representante do governo brasileiro no II Congresso Internacional Feminista. Do seu documento final apresentado ao governo brasileiro, foi conquistado o voto universal para as mulheres, no Código Eleitoral de 1932, a partir de 10 fev 1933. Literata, de fina cultura, foi autora dos hinos da Federação Feminista e da Escola de Enfermagem Ana Nery. Publicou em poesia: Em Pleno Sonho (poemas de amor), Vicentinho, Fantasias e Matutadas, Desdobramento, Alma Vária, Jeunesse, O Solar Perdido e Poemas Completos (1955); o romance: Diário de Ana Lúcia; crônicas no livro De Relance; uma peça de teatro Ruflos de Asas; e a biografia: Síntese Biográfica da Princesa Isabel. Integrou os quadros da Associação Brasileira de Imprensa, Pen Clube do Brasil, Instituto Brasileiro de Cultura, Instituto Histórico de Ouro Preto e as entidades assistenciais já citadas. Ingressou como efetiva na Academia Petropolitana de Letras, em 1936, ocupando a cadeira 31, cujo patrono era seu avô Visconde de Ouro Preto. Colaborou com a Revista da Academia nº 3 em jul 1936 (poema Pousada por uma Noite); nº 4 em dez 1936 (poema A Figura Velada); e nº 5 em jun 1937 (poema As árvores da Praça). Transferindo-se para o Rio de Janeiro, renunciou à cadeira da Academia Petropolitana, sendo substituida em 2 fev 1945 pelo historiador Lourenço Luiz Lacombe. Em 1961 residia na Av Calógeras, no Rio de Janeiro. Em dez 1936 a revista O Malho promoveu uma enquete, para seus leitores apontarem a mulher literata que mereceria integrar o quadro titular da Academia Brasileira de Letras, a qual, na época, não as admitia. O resultado foi em 1º) Maria Eugênia Celso; 2º) Gilka Machado; 3º) Alba Canizares do Nascimento; 4º) Ana Amélia de Queiroz Carneiro Mendonça; e 5º) Henriqueta Lisboa. As vencedoras foram homenageadas em solenidade na Associação Brasileira de Imprensa. A cada uma das vencedoras O Malho ofereceu um medalhão em bronze, contendo no verso e reverso as inscrições: Plebiscito promovido pelo O Malho e Levemos a Mulher à Academia de Letras - 1936. Ascendência - seu pai, Conde de Afonso Celso (*31 mar 1860 Ouro Preto, MG †11 jul 1938 Rio de Janeiro, RJ), político, professor, historiador e escritor, um dos membros fundadores da Academia Brasileira de Letras, cadeira 36, cujo patrono é o poeta Teófilo Dias de Mesquita, sobrinho de Gonçalves Dias, e seu presidente em duas oportunidades (1925/1935). Desde cedo mostrou-se inclinado pela literatura e, aos 15 anos, publicou os Prelúdios, reunindo uma pequena coleção de poesias de conteúdo romântico. Com o título papal de conde, recebido em 1905, colou grau na Faculdade de Direito de São Paulo (1 nov 1880) defendendo a tese Direito da Revolução e recebeu o grau de doutor no ano seguinte. Ingressou na política, e foi eleito e aos 21 anos (1881) deputado federal imperial por Minas Gerais e reeleito mais três vezes. Participou ativamente das campanhas abolicionista e republicana, mas, solidário com o pai, com a proclamação da República em 1889, foi exilado como a família imperial para Portugal. Logo depois da implantação do regime republicano, voltou com seus pais para o Brasil e dedicou-se ao magistério e ao jornalismo, tendo colaborado com seus artigos durante mais de 30 anos no Jornal do Brasil, do qual é um dos fundadores, e vários outros órgãos da imprensa. Ingressou no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1892) como sócio efetivo e, com a morte do Barão do Rio Branco (1912), foi eleito presidente perpétuo da instituição (1912-1938). Posteriormente seria sócio honorário (1913) e grande benemérito (1917). Professor catedrático, no magistério também manteve atuação destacada, tendo exercido a Cátedra de Economia Política na Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, da qual foi diretor por alguns anos e reitor da Universidade do Rio de Janeiro. Foi de sua autoria o famoso livro Por que me ufano de meu país (1900), editado e traduzido por décadas, que lançou o neologismo ufanismo e uma espécie de culto de amor à pátria, o que provocou grande celeuma. Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, aos 78 anos. Publicou entre outros: Vultos e fatos (1892), O imperador no exílio (1893), a novela Lupe (1894), O assassinato do coronel Gentil de Castro, subsídios para a história do regime republicano no Brazil (1897), Oito anos de Parlamento (1898) e O visconde de Ouro Preto (1935). - np. Afonso Celso de Assis Figueiredo, primeiro do nome, Visconde de Ouro Preto, com grandeza por decreto de 13 jun 1888 (*21 fev 1836 Ouro Preto, MG †21 fev 1912 Petrópolis, RJ) c. 6 jan 1859 São Paulo, SP c. Francisca de Paula de Martins de Toledo (*11 fev 1839 São Paulo, SP †22 abr 1916 Rio de Janeiro, RJ). Afonso Celso de Assis Figueiredo, formou-se em direito pela faculdade de São Paulo em 1858. Ainda estudante começou a exercer a advocacia. Exerceu o cargo de oficial de gabinete dos presidentes Diogo de Vasconcellos e Fernandes Torres. Foi político e professor de Direito Civil e Comercial da Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro. Eleito senador pela província de Minas Gerais, tomou posse em 26 abr 1879. Também ocupou os cargos de secretário de Polícia, inspetor da Tesouraria Provincial e Procurador da Fazenda. Foi deputado provincial em dois mandatos e deputado geral por Minas Gerais por quatro vezes. Foi ministro da Marinha e da Fazenda e membro do Conselho de Estado. Presidiu o último Conselho de Ministros do Império, tendo sido preso em 15 nov 1889, com todo o Ministério, e exilado. Por ser monarquista convicto, abraçou a causa abolicionista. Quando senador em janeiro de 1880, criou um imposto de 20 réis sobre o preço das passagens de bonde, fato que gerou grande agitação no Rio de Janeiro e ficou conhecido como a "Revolta do Vintém". Publicou, entre outras obras: A esquadra e a oposição parlamentar e Advento da ditadura militar. Escreveu uma obra de história sobre os dez primeiros anos da república. - bpp. João Antonio Afonso e Maria Madalena de Figueiredo. - bpm. Conselheiro Tenente Coronel Joaquim Floriano de Toledo e Ana Margarida da Graça Martins. - nm. Carlos Batista de Castro, Barão de Itaipé, por decreto de 3 ago 1889 (*1832 †20 maio 1916 Rio de Janeiro, RJ) c. 22 nov 1884 c. Maria Jose. |
Referências
* SITES NA INTERNET - diversosWikipedia, http://pt.wikipedia.org/wiki/Afonso_celso_de_Assis_Figueiredo
* SITES NA INTERNET - diversosSó Biografias, http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/ABLACAFJ.html
ANUÁRIO GENEALÓGICO BRASILEIRO, Salvador Moya, Vol. I, São Paulop. 209
ANUÁRIO GENEALÓGICO BRASILEIRO, Salvador Moya, Vol. II, São Paulo, 1940p. 52
ANUÁRIO GENEALÓGICO BRASILEIRO, Salvador Moya, Vol. III, São Paulo, 1941p. 44
ANUÁRIO GENEALÓGICO BRASILEIRO, Salvador Moya, Vol. IV, São Paulo, 1942pp. 72 e 97
DICIONÁRIO BIBLIOGRÁFICO BRASILEIRO - V.A. Sacramento Blake, Vols I, II, III, IV, V, VI e VII - 1895 - reedição de 1970Volume I - pp. 11 a 13
OS NOBRES DO BRASIL - 2ª Edição - Fernando Carvalho Neto, 1990, São Paulo, SPpp. 56 e 80
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